Editora Urso aposta no macabro em seu primeiro projeto de tradução do ano!

A Editora Urso está prestes a lançar seu primeiro projeto de tradução do ano, que vai ser aberto para financiamento coletivo no Catarse no dia 4 de Abril! (save the date, hein)

A proposta é uma tradução inédita no Brasil de um texto do século XIX que vai tratar de coisas interessantes que ficaram bem famosas graças as histórias de mistério: morte, horror em uma macabra história real ocorrida nesse final de século tão famoso pelas inovações tecnológicas e grandes impactos culturais e sociais.

O pessoal da Editora Urso vai liberar algumas dicas sobre a natureza do projeto as quais vamos postar aqui sempre que saírem novidades. Eis a primeira curiosidade:

Fábricas de cadáveres

Durante o século XIX o roubo de cadáveres se tornou tão corriqueiro, que era comum que os familiares vigiassem o enterro e até mesmo por vários dias no cemitério. Alguns chegaram a enterrar seus mortos em caixões de ferro e utilizar de grades para proteger o seu descanso eterno. Isso acontecia devido à escassez de corpos destinados a estudos anatômicos nas universidades.

Por lei, apenas criminosos executados poderiam ter seus corpos utilizados sem ressalvas. Certamente isso criou uma aura negativa, ninguém gostaria de ser associado a um criminoso.

“A títulos numéricos, em 1828, registrava-se oitocentos alunos cursando escolas de anatomia, destes, quinhentos afirmavam trabalhar com dissecação; enquanto o fornecimento de corpos oficial beirava quatrocentos e cinquenta ou quinhentos por ano (BAILEY, 1896, Cap II)ou seja, menos de um por aluno. E, três anos depois, os números oficiais registraram que onze corpos foram feitos disponíveis legalmente, numa época em que cerca de novecentos alunos estudavam anatomia na cidade de Londres (MACDONALD, 2006, p. 11)”. Vitor da Mata Vivolo – Canal Ciências Criminais.

Claro, daí surgiu um macabro tipo de comércio: o do roubo e venda de cadáveres. Como na Inglaterra o furto de um corpo não caracterizava delito (apenas se roubasse algum pertence do morto, como uma roupa, joia, etc), surgiram o que chamavam “ressurrecionistas” pessoas especializadas em roubar cadáveres as vezes em “pedaços”. Sim, houveram vários alunos de medicina que deram uma de Dr. Frankstein ao se utilizarem de partes de corpos diferentes para seus estudos.

Quando o roubo vira assassinato

Entretanto, havia quem não se concentrasse em violar covas frescas, fosse para conseguir um corpo inteiro ou apenas pedaços.

“Na primeira metade do século XIX, uma dupla de irlandeses chocou a população da Inglaterra: William Burke e William Hare mataram e venderam pelo menos 16 vítimas para o anatomista Robert Knox, da Faculdade de Medicina de Edinburgo (Escócia).” Hyperscience

Nos Estados Unidos, a figura famosa por esses crimes foi Herman Webster Mudgett (conhecido como H. H. Holmes), que chegou a roubar, mas percebeu que seria muito mais lucrativo se ele pudesse “fabricar” seus cadáveres. Foi no seu famoso “Castelo da Morte” que H. H. Holmes matou, dissecou e vendeu vários e vários corpos para as faculdades de medicina dos EUA.

E aí pessoal, será que vocês conseguem imaginar que texto é esse? 😉 conta pra gente o que você acha!

2 comentários em “Editora Urso aposta no macabro em seu primeiro projeto de tradução do ano!

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