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]]>Sendo assim, o pessoal da editora preparou uma série de textos com várias curiosidades sobre essa figura terrivelmente interessante.
Já postamos aqui sobre o porque existiam tanto roubos de cadáveres no século XIX, e também sobre Serial Killers, além do texto oficial de lançamento da campanha.
Hoje, dia 1º de abril, conhecido como o dia da mentira, é claro que não poderíamos deixar de falar dele, afinal um estelionatário tem por definição ser um grandessíssimo mentiroso!
Para poder pagar o curso de medicina, o ainda Herman Webster Mudgett, passou a roubar esqueletos e cadáveres, desfigurá-los e desmembrá-los para então revender a laboratórios e outras universidades. Mesmo depois de formado, casado e exercendo função como educador da área médica, os problemas em elevar seus ganhos realimentaram o vício pelas fraudes. Ele abandona a família e foge com uma amante. Realiza um seguro de vida e busca incessantemente uma forma para forjar a própria morte. A melhor possibilidade era utilizar um corpo “fresco” para o sucesso de seu plano: assim engana um antigo colega de faculdade, o envenena e desfigura lhe o rosto para contornar as investigações. O veste em suas roupas e com seus documentos, facilitando a identificação às autoridades que o encontrassem e se desfaz do corpo. Tentando evitar a exposição dos esquemas prévios, passou a assinar com pseudônimos e, logo antes de se mudar para Chicago, autodenomina-se Henry H. Holmes.
Apesar da consideração que ele era um fã dos livros de Doyle, e por essa razão adotou o sobrenome do grande detetive, fontes indicam que a cronologia desse fato é praticamente impossível. Um Estudo em Vermelho, o livro de origem de Sherlock, é publicado em novembro de 1887 em terras inglesas e só recebe a devida notoriedade pelas continuações em 1891. Enquanto isso o médico e farmacêutico já era conhecido por Dr. Holmes em meados de 1886 no continente americano. Ao que parece, existe outra fonte de inspiração para o notório assassino: Oliver Wendell Holmes, nascido em 1809, era um doutor e professor conhecido das Faculdades de Medicina de Harvard e de Paris. Provavelmente, enquanto cursava o ensino superior, Herman Mudgett teve conhecimento do brilhante profissional que existia no estado vizinho ao que nascera e, por coincidência, Conan Doyle, conhecera a mesma figura pelo seu status de professor e escritor na época de fontes parisienses. Entretanto, dificilmente, poderia se dizer que o contrário aconteceu e o Professor nunca tenha lido nem os jornais com as atrocidades, nem mesmo o romance policial.
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]]>Trata-se da tradução do livro de 1895 escrito por um dos maiores assassinos da história.
A tradução será feita por Aukai Leisner, professor e tradutor, colabora com o blog Lavra Palavra, com traduções de textos de política, filosofia e psicanálise. Além dele, a produção está sendo feita por Lua Bueno Cyríaco com a supervisão editorial de Tarik Alexandre (ambos responsáveis pela publicação dos livros Jusan’nin Isshû – treze poemas do Ogura Hyakunin Isshû e Horror Oriental, lançados respectivamente pela Editora Urso e Editora BuruRu, ambas incubadas pelo Laboralivros).
Henry Howard Holmes, como ficou conhecido o dito primeiro serial killer da história dos Estados Unidos da América, teve seus crimes expostos no ano de 1894, quando foi preso.
Esse livro não se trata de uma versão romanceada da história desse personagem real, mas sim das palavras do próprio assassino.
Escrito entre 1894 e 1895, o então Henry Howard Holmes – que na verdade era apenas um dos muitos nomes falsos de Herman Webster Mudgett – confessa então boa parte de seus crimes, omitindo em um primeiro momento alguns, visto que a própria polícia ainda não tinha conseguido estabelecer quantas mortes de fato causara. Entretanto, sua sentença sendo determinada com a pena de morte por enforcamento, ele “continua” sua autobiografia confessando assim 27 assassinatos. Posteriormente, ele teria dito que poderia ter matado mais de 200 pessoas.
As palavras de Holmes jamais poderão ser levadas como verdade absoluta, trata-se aqui de um narrador completamente não confiável.
Jamais saberemos se ele matou apenas 27 pessoas ou realmente 200. Visto seu histórico de crimes 27 seria um número modesto – àquela época as tecnologias de forno empregadas no Castelo, o comprovado uso de ácido pela presença dos galões no porão e também a ineficiência investigativa devido aos poucos métodos científicos confiáveis, de certo deram cabo de várias evidências – sugerindo que na realidade haveria muitas mortes mais. Porém, não podemos esquecer que Holmes também fora seduzido pela própria fama, e aceitado o incentivo financeiro oferecido pela imprensa (e pelo editor que publicou seu livro) para confessar seus assassinatos. Se ele morreria por 27, por que não então confessar que matara 200?
A história de Holmes ganhou tal magnitude que milhares de especulações foram feitas, acerca de tudo: seu passado, sua sede de sangue e suas vitimas. Não bastasse o final do século XIX ter fortificado o peculiar gosto pela literatura de mistério, as mortes de pessoas relacionadas ao caso de Holmes foram encaradas pelo público como um tipo de maldição e de fato, dois médicos legistas que foram testemunhas e contribuíram diretamente para a condenação de Holmes morreram pouco tempo depois, assim como o superintendente do caso. Além de mortes e acontecimentos estranhos ocorridos com pessoas ligadas ao caso, como o cadáver de um dos padres que o atendeu na prisão encontrado no quintal sob circunstâncias misteriosas, do pai de umas das vitimas que acidentalmente pegou fogo, da destruição de uma das empresas de seguros, morte de delatores… a lista que segue é intrigantemente longa).
Claro que sua famosa frase corroborou para toda essa aura de terror e mistério:

“Eu nasci com o diabo em mim. Eu não pude evitar o fato de que eu era um assassino, não mais do que um poeta pode evitar a inspiração ou um homem intelectual a ambição de ser grande. A inclinação do assassinato veio-me tão naturalmente como a inspiração para fazer as coisas certas vem para a maioria das pessoas. O mal estava ao lado da cama quando eu era trazido ao mundo e ele tem estado comigo desde então”.
O projeto da Editora Urso é trazer a tradução do texto integral escrito por Holmes e publicado em 1895, em uma tradução ainda inédita no Brasil, através do financiamento coletivo no Catarse. Ao apoiar o projeto e escolher como recompensa o livro, você o receberá independente da meta!
Mas cuidado, ao ter em mãos as palavras do Dr. Henry H. Holmes, não se deixe seduzir pela sua dissimulação. Esse homem nasceu com a terrível capacidade de enganar e tirar tudo o que quisesse de suas vítimas. Esse não é um romance, é uma história macabra da vida real.

Fica aí a lembrança de que dia 4 de Abril, a campanha será lançada, podendo receber apoios. Save the date! 
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